GRUPO DE ORAÇÃO ÁGUA VIVA

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

PODEMOS MUDAR NOSSA HISTÓRIA



Não é preciso temer o sofrimento

Sim, esse título não é uma sugestão, mas uma concreta e alegre afirmação. É possível, é sempre possível mudar nossa história!

Percebo que o conformismo e a acomodação são dois grandes parasitas que perspassam o DNA de muita gente em nosso tempo, tempo por vezes tão confuso, que em várias situações acaba instaurando nas pessoas uma intensa letargia e um profundo sentimento de incapacidade.

Sim. Incapacidade diante dos problemas, das fraquezas, diante de fatos dolorosos que desejam – levianamente – definir o curso de nossa história.

É necessário que se creia que não se é aquilo que se sente, e que mesmo quando a tristeza e a incapacidade quiserem nos aprisionar, podemos e devemos resistir, acreditando na força que existe dentro de cada um de nós, no poder de superação, que muitos já definiram como: “Força dinâmica que anima a vida”.

Ao contrário do que muitos pensadores contemporâneos afirmaram, o homem não é um nada atirado no vazio da exitência, sem um “porquê” de existir, e sem “uma finalidade na existência”. O homem é um ser prenhe de significado, um ser que porta uma enorme capacidade de se superar e se autotranscender em cada instante de sua vida.

As contrariedades que enfrentamos não têm o poder de definir aquilo que seremos, nem mesmo nossos erros e fragilidades o têm. Tudo isso pode se tornar matéria-prima para realizarmos uma bela e contínua resignificação em nossa história, superando dores e conquistando vitórias. A vida se torna amiga de quem sabe observá-la...

Basta atentamente perceber o movimento presente na existência para compreender que dificuldades nem sempre são inimigas, mas, na maioria das vezes, elas vêm à luz com o intuito de fazer a vida ser mais e não menos. O sofrimento traz consigo uma força de novidade que infunde no coração capacidades que antes nem eram imaginadas por aquele que o vivencia.

Não é preciso temer o sofrimento, mas é preciso saber como reagir, como responder a ele. Ele pode e deve sempre formar e ensinar, e não se tornar uma muleta, na qual nos escondamos a vida toda. Ele tem o dom de nos fazer compreender a vida de uma forma como nunca a entenderíamos antes. Ele nos purifica e tira de nós o melhor. Por isso, diante de qualquer dor e derrota, o importante é sempre nutrir a certeza: “É possível mudar minha história!”, é possível crescer com as dores sempre aprendendo com elas.

Por maior que sejam as muralhas que se levantaram contra nós, essa esperança deve sempre povoar nosso coração: "Sou um vencedor, possuo em mim essa Força dinâmica de superação, que anima minha vida; posso vencer, pois essa Força de Deus habita em mim".

E mesmo quando somos nós os culpados, mesmo quando padecemos por conta de nossos próprios erros e fraquezas, é necessário entender que em Deus misericórdia não é passatempo, mas verdade eterna e derramada como perene possibilidade de recomeço e novidade, em qualquer fase ou circunstância da vida.

Quando se entende que a vida não pode ser subtraída a momentos isolados de limitação e que ela nasceu para sempre ser mais, para sempre crescer, a esperança pode fixar morada – mesmo em meio ao cansaço dos dias – naquele que caminha, alimentando-o com sua primavera e dando sabor e alegria a cada fragmento de tempo e presença que nessa terra empregamos.

Enfim, podemos mudar nossa história!, aliados à Graça, sempre poderemos!

ESTAMOS SENDO ATACADOS EM NOSSA FÉ



Estamos sendo atacados em nossa fé. Estas pessoas que receberam a graça do batismo no Espírito, que participaram da Igreja, que estão à frente de grupos, que receberam os dons do Espírito Santo, mesmo estes estão sendo violentados na própria fé.

O tentador tem agido em nossa fé, causando em nós dois grandes males: a incredulidade, que é o oposto da fé e a impiedade. O que o maligno quer atingir é justamente o nosso amor pelo Pai. Ele golpeia, certeiro, o nosso coração para arrancar dele a piedade: esse amor de filhos.

A piedade é um dom do Espírito Santo que nos faz amar a Deus, reconhecendo-O como Pai. É o Espírito Santo que nos dá a certeza de que Deus é nosso Pai. É o próprio Espírito que clama dentre de nós “Abbá, Pai”.

Os sintomas desse ataque do inimigo em nossa fé e em nossa piedade são a falta de gosto pela oração e o desinteresse pela Palavra de Deus. A leitura da Bíblia se torna árida, sem gosto, já não causa mais satisfação.

Precisamos nos entregar nas mãos do Senhor, deixar-nos trabalhar por Ele como aqueles dois discípulos de Emaús. Ele quer curar o nosso coração da ferida mortal que o inimigo produziu em nós: a incredulidade e a impiedade.

Monsenhor Jonas Abib

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

RESPOSTA DE DEUS

CURA O MINISTÉRIO DOA AMOR


Cura, o ministério do amor!

Jesus veio ao mundo para nos salvar de tudo, para nos curar de toda e qualquer enfermidade: "O Espírito de Deus está sobre mim porque ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-me para proclamar aos cativos a libertação e aos cegos a recuperação da vista, para restituir aos oprimidos a liberdade, e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lc 4,17c-19).

Tipos de cura

"Levando em conta que o homem tem três dimensões: corpo, alma e espírito (cf. 1Ts 5,23), compreendemos que existem os males físicos, os da alma ou interiores e os espirituais. Se somos atingidos em qualquer área interior, necessitamos de uma cura interior; se somos atingidos em nosso espírito, contaminando-nos com falsas doutrinas e apartando-nos da sã doutrina da salvação, precisamos de uma cura espiritual ou libertação; se somos atingidos no corpo com alguma enfermidade, necessitamos de uma cura física." (Perdigão, 2002).

No Manual do Ministério de Cura e Aconselhamento da Comunidade Shalom, as autoras afirmam que "todo ser humano, uns mais outros menos, tem necessidade de cura interior; isto porque todos temos feridas internas, muitas vezes ocultas, imperceptíveis, mas que podem influenciar de modo muito negativo nosso caráter, nosso comportamento, as nossas vidas, impedindo-nos de alcançar a integridade emocional, ou seja, de viver uma vida emocional equilibrada e relacionamentos sadios, e de crescer em santidade." (Mohana e Perdigão, 2000, p. 31).

Perfil do ministro de cura

Somente quem experimenta o Amor pode transbordá-lo. Só quem vivenciou a dor pode penetrar no mistério da dor dos irmãos. "O sofrimento, tão presente no nosso mundo, sob tantas formas, também está presente para desencadear no homem o amor, o dom de si mesmo em favor dos que sofrem. O mundo do sofrimento humano anseia, sem cessar, um outro mundo diverso: o mundo do amor humano. A pessoa que sofre é capaz de compadecer-se do outro que sofre igualmente. E provavelmente deve esta compaixão e doação de si ao seu próprio sofrimento, ou seja, realiza com mais verdade o 'colocar-se no lugar do outro que sofre'" (Mohana e Perdigão, 2000, p. 94).

Por isso, este é um ministério muito especial, e o ministro necessita de amadurecimento humano, de uma vida de profunda intimidade com Deus - através da oração pessoal e estudo da Palavra diários, da freqüência aos sacramentos, sobretudo Eucaristia e Confissão, e amizade com Maria - e de uma grande dedicação. O nosso olhar precisa sempre ser purificado pelo Espírito Santo, nossas palavras devem ter a suavidade mariana e todo o nosso ser precisa estar voltado para Cristo Jesus, nosso único Salvador, e centrado nele.

Isso nos faz focalizar os acontecimentos da vida de cada irmão ou irmã na ótica de Deus e não na nossa limitada visão humana. Na vida do que crê, nada é em vão nem por acaso; cada acontecimento é permissão de Deus, por isso, deve ser transformado em um grande louvor, mesmo aquilo que consideramos mau! "Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8,28).

Porque nossa missão é tão importante, são pedidas algumas coisas para que alguém ingresse no ministério: ter participado do curso de engajamento geral da Obra; fazer parte de um grupo de oração da Obra Shalom e discernir com o coordenador, núcleo e/ou formador que esse é o seu ministério; ter feito ou estar fazendo o curso de Formação Básica; participar do curso específico para o ministério.

Depois do ingresso, é pedido que o ministro: participe, semanalmente, das reuniões de formação do ministério; atenda em pelo menos um turno por semana em uma das casas da Obra; atenda nos eventos e em domicílio ou no hospital, conforme envio e orientação da coordenação do ministério.

Cada vez que servimos neste ministério, saímos mais fortificados, pois alimenta a nossa fé ver que irmãos totalmente derrotados pelos acontecimentos da vida são reerguidos pela mão poderosa do nosso Deus. Vidas que ali chegam sem sentido saem renascidas, recriadas. É maravilhoso nos tornar "intermediários" entre Deus e o homem, ver passar pelas nossas mãos a graça de Deus para dar um rumo, um caminho à vida de muitos!

FOTOS RETIRO APROFUNDAMENTO DE SERVOS